90 dias sem chocolate

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Já vem desde o ano passado mas acho que posso contar que passei 90 dias sem comer chocolate.
Sim, sobrevivi à época natalícia sem tocar em chocolates e posso dizer que apenas enfardei em arroz doce. Sobrevivi a dois jantares de aniversário em que a sobremesa era bolo de chocolate. Sobrevivi a idas a pastelarias para lanchar e pedia uma sandes de queijo.

Sim, é verdade, fiquei mais de 90 dias sem comer chocolate. Foi um compromisso que fiz com uma amiga e antes que possa parecer uma proeza fácil, não é, pois nem eu tinha noção quantas coisas neste mundo têm chocolate.
O chocolate - ou melhor o cacao - está presente em imensos produtos que nem notamos: está em bolachas, normais ou integrais, no leite, em batidos de proteína que bebemos depois do treino, em barras com cereais que comemos ao lanche para matar a fome. Está em gelados, em coberturas de éclairs, em molhos para waffles e panquecas. Está em qualquer coisa que nos dão à boca para experimentar porque é bom, é tenro, é saboroso.
Chocolate é sinónimo de doce. É sinónimo de bom, de descontração, de recompensa por termos treinado bem, de celebração por termos feito um bom trabalho, é sinónimo de presentes para crianças, é sinónimo de lanche com a família.
Fiquei 90 dias sem chocolate e foi uma boa decisão. Em alguns dias, pode parecer chato porque temos um bolo de brigadeiro para cantar os parabéns e não podemos comer uma garfada; estamos naqueles dias mais resmungonas e não podemos acalmar o espírito numa fatia de salame; queremos ir à pastelaria ao final da tarde de Domingo com as amigas e não dá para ser gulosa e pedir um crepe com tudo a que se tem direito.

No entanto, resistir ao chocolate ajudou-me a perceber que:

- Tudo é possível se nos dedicarmos ao compromisso - a palavra para com a minha amiga era superior aos meus possíveis deslizes;
- Aquilo que nos faz mal nem deveria ser considerado bom - comer chocolate de vez em quando faz bem mas somos constantemente bombardeados com a noção de que doce é chocolate quando há outros sabores que também matam a gula rapidamente;
- Apostar na criatividade - acabei por comprar bolachas sem glúten, tortilhas de arroz e enfardei pastéis de nata como uma menina crescida (e nunca é má altura para se comer um pastel de nata!)

Esta rotina vai acabar porque cumpri o objetivo, mas eu vou continuar com o controlo. Possivelmente, vou celebrar a "vitória" com um super waffle de nuttella mas depois disso vou concentrar-me de novo nas frutas e nos iogurtes. Porque é o que me faz bem, é aquilo que me dá mais energia e consequentemente boa disposição. Não comer demasiado açúcar e produtos artificiais ajuda-me a trabalhar melhor e fazer mais. E por isso, vou continuar no controlo - desta vez não é um controlo forçado mas sim um controlo pensado e sem culpas, porque é também preciso ter momentos mais doce.

E por isso fico-me pelo equilíbrio - chocolate sim, mas não todos os dias!

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